Simulador de renda
Simule quanto seria necessário investir para buscar uma renda mensal com dividendos.
Entenda o que é preço médio, veja um exemplo simples e saiba como usar esse cálculo para organizar melhor suas compras de ativos.
Conteúdo produzido pela Equipe Editorial InvesteHubRevisado em 22/08/2026 · Sobre a equipe · Material educativo, sem recomendação de investimento.
Preço médio é o custo médio que você pagou por um ativo depois de fazer uma ou mais compras. Ele é muito usado por investidores que compram ações, FIIs, ETFs, BDRs, criptomoedas ou outros ativos em momentos e preços diferentes.
Na prática, o preço médio ajuda você a responder uma pergunta simples: considerando todas as compras que fiz até agora, quanto paguei em média por cada unidade?
Sem o preço médio, fica fácil se perder quando você faz várias compras do mesmo ativo. Uma compra pode ter sido feita a R$ 20, outra a R$ 25 e outra a R$ 18. O preço médio junta tudo isso em uma única referência.
Essa referência pode ajudar na organização pessoal, no acompanhamento da carteira e na visualização do seu custo real naquele ativo. Ela não diz se o investimento é bom ou ruim, mas ajuda a entender melhor os números.
Imagine que você comprou o mesmo ativo duas vezes, em preços diferentes:
| Lançamento | Quantidade | Preço unitário | Total |
|---|---|---|---|
| Compra 1 | 10 | R$ 20,00 | R$ 200,00 |
| Compra 2 | 10 | R$ 30,00 | R$ 300,00 |
| Total | 20 | - | R$ 500,00 |
Nesse exemplo, o valor total investido foi de R$ 500,00 e a quantidade total comprada foi de 20 unidades. Então o cálculo fica assim:
Ou seja, mesmo que você tenha comprado uma parte a R$ 20,00 e outra a R$ 30,00, o seu custo médio ficou em R$ 25,00 por unidade.
Use a calculadora gratuita da InvesteHub para adicionar seus lançamentos e ver o preço médio automaticamente.
O raciocínio pode ser usado em vários tipos de ativos comprados em diferentes preços, como ações, FIIs, ETFs, BDRs e criptomoedas. O importante é que você tenha duas informações básicas: quantidade comprada e preço pago.
Em alguns casos, custos como corretagem, taxas e emolumentos também podem influenciar o custo real. Por isso, quando o objetivo for controle fiscal ou declaração, é importante conferir as regras oficiais da Receita Federal sobre tributação em bolsa de valores e manter seus registros organizados.
Um erro comum é achar que o preço médio sozinho indica se vale a pena comprar mais, vender ou manter um ativo. Ele não faz isso. O preço médio mostra o seu custo, mas não avalia qualidade da empresa, risco, valuation, dividendos, cenário econômico ou estratégia pessoal.
Use o preço médio como uma ferramenta de organização, não como uma decisão automática.
Essa é uma das dúvidas mais comuns, e a resposta direta é: pelo método do custo médio (o único aceito pela Receita Federal para ações e outros ativos negociados em bolsa por pessoa física), o preço médio das unidades que sobram não muda quando você vende parte da posição. Só a quantidade diminui.
Isso acontece porque, no custo médio, todas as unidades compradas são tratadas como indistinguíveis entre si — não existe "a ação que sobrou da primeira compra" separada de "a ação da segunda compra". Vender 30% da posição remove 30% da quantidade, mas o custo médio por unidade continua sendo o mesmo que já estava calculado antes da venda.
O que muda com a venda não é o preço médio de quem ficou, e sim o resultado da operação de venda em si: o ganho ou perda de capital daquela venda específica é calculado como (preço de venda − preço médio) × quantidade vendida. Esse resultado é o que entra na apuração de imposto de renda sobre ganho de capital, seguindo as regras da Receita Federal para operações em bolsa de valores — e é justamente por isso que o método de custo médio é obrigatório aqui, não uma opção entre várias: ele evita que o investidor escolha "qual lote vender" para manipular o resultado fiscal, algo que seria possível em métodos como FIFO (primeiro que entra, primeiro que sai), usados em outros países.
Eventos corporativos que alteram a quantidade de ativos que você possui também exigem recalcular o preço médio — e esse é um ponto que muita calculadora simples ignora, o que pode levar a um preço médio incorreto por meses sem o investidor perceber.
Quando uma empresa ou fundo faz um desdobramento (por exemplo, transforma cada 1 cota em 2), sua quantidade dobra, mas o valor total investido não muda. O preço médio precisa ser recalculado proporcionalmente: se você tinha 10 cotas a R$ 100,00 de preço médio (R$ 1.000,00 investidos) e houve um desdobramento de 1 para 2, você passa a ter 20 cotas, e o preço médio cai para R$ 50,00 — o valor total investido continua sendo R$ 1.000,00.
O grupamento é o inverso: várias unidades viram uma só (por exemplo, 10 ações viram 1). A quantidade diminui, mas o valor total investido continua o mesmo, então o preço médio aumenta na mesma proporção.
Na bonificação, a empresa distribui novas ações ou cotas gratuitamente, geralmente a partir de reservas de lucro incorporadas ao capital. Isso também aumenta sua quantidade sem novo desembolso, exigindo o mesmo tipo de recálculo proporcional do preço médio — embora, dependendo da origem da bonificação, o tratamento fiscal específico possa variar, o que reforça a importância de manter os registros organizados e, em caso de dúvida, confirmar o tratamento com um profissional ou diretamente nas regras da Receita Federal.
Se você usa uma planilha ou ferramenta que não ajusta automaticamente esses eventos, vale revisar o preço médio manualmente sempre que a corretora informar um desdobramento, grupamento ou bonificação na sua carteira.
Além da calculadora de preço médio, você também pode usar outras ferramentas para simular renda e projetar crescimento patrimonial.
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A imagem abaixo mostra a calculadora de preço médio com dados fictícios. Ela ajuda a visualizar como quantidade, preço unitário, total investido e preço médio após cada compra aparecem na prática.
Algumas respostas rápidas para entender melhor o cálculo e usar a ferramenta com mais segurança.
A fórmula básica é: preço médio = valor total investido dividido pela quantidade total comprada. Se houver taxas ou custos, eles podem precisar ser considerados dependendo do seu objetivo.
Não. Pelo método de custo médio (obrigatório para pessoa física em bolsa no Brasil), o preço médio das unidades que sobram continua o mesmo depois de uma venda parcial — só a quantidade diminui. O que muda é o resultado da venda em si: ganho ou perda de capital = (preço de venda menos preço médio) vezes quantidade vendida, que é o valor usado na apuração de imposto de renda.
Sim. O cálculo também pode ser usado para fundos imobiliários, desde que você informe a quantidade de cotas compradas e o preço pago em cada compra.
Ela pode ajudar bastante em cálculos rápidos, mas uma planilha ou controle próprio ainda pode ser útil para histórico completo, vendas, taxas, impostos e acompanhamento mais detalhado.
Não. O preço médio mostra seu custo médio, mas não avalia se o ativo está barato, caro, bom ou ruim. Ele deve ser usado como apoio de organização, não como recomendação.
Conteúdo educativo. Esta página tem finalidade informativa e não representa recomendação de investimento, consultoria financeira, contábil, fiscal ou jurídica.
Antes de tomar decisões financeiras, confira informações oficiais, entenda os riscos envolvidos e, se necessário, procure um profissional qualificado.